Quinta-feira, 1 de Março de 2007

O Nosso Livro: Escutismo para Rapazes

 

‘Escutismo para Rapazes’ foi um dos livros mágicos do século XX. Os seus encantos não eram literários – foi reunido num clima de improvisação excitada, para ser editado à pressa em fascículos quinzenais no início de 1908. O ser pouco literário, o ser prosa de revista juvenil, formou muito do seu apelo a uma audiência jovem que valorizava a animação, a variedade e a recusa do aborrecimento. O seu autor, Robert Baden-Powell, era um tenente-general do Exército Britânico e um nome familiar desde o seu comando de Mafeking durante o cerco de 7 meses entre 1899-1900, na Guerra dos Boers.

Homem ambicioso e um psicólogo arguto, BP parece ter ido buscar à juventude imortal da sua própria personalidade a base da sua mais ambiciosa ideia: um movimento para inspirar a cidadania nos jovens através da autodisciplina e actividades práticas. O seu sucesso foi instantâneo. Antes mesmo que os fascículos fossem condensados sob a forma de livro, havia rapazes a formar Patrulhas, a improvisar uniformes, e a importunar adultos para que fossem seus Chefes. O Escutismo espalhou-se tão rapidamente que BP teve de se esforçar para manter o controlo do que criara. Quando morreu, em 1941, havia milhões de Escuteiros por todo o mundo, e o seu “manualzito” tinha vendido mais que qualquer outro livro inglês na sua época.

Os Escuteiros chamam aos iniciados “pata-tenras”. Como um pata-tenra incorrigível que sou, completamente incapaz de fazer pão no meu casaco ou dar o nó de barqueiro no escuro, eu li as instruções, exercícios, jogos e “Palestras de Bivaque” de BP com um sentido de revelação. Claramente, o seu génio residia no despertar para a cidadania como para um reino de fantasia gratificante. É como se, ao lado das monótonas vidas das crianças, BP desenhasse o mapa de uma vida paralela, ligado em vários pontos, mas flutuando livremente em longas passagens de faz-de-conta e aventura, onde a chave é não proibição e BP cultiva um sentido de responsabilidade social.

As partes mais características do livro têm a ver com pistas e a arte de “ler os sinais”. As competências dos pisteiros africanos ou índios são comparadas com as de Sherlock Holmes: “os pisteiros nativos gabam-se de, pelas suas pistas, conseguir determinar não apenas o sexo e a idade, mas também o carácter”. Algumas das técnicas descritas requerem estar no veld (planícies sul-africanas), mas o charme das pistas é maior no contexto urbano, onde os jovens podem estar vigilantes, memorizando o conteúdo de montras, seguindo pessoas,etc

“Escutismo para Rapazes” mudaria muito ao longo das próximas décadas, mas o valor do texto original anotado por Elleke Boehmer mostra-nos o apelo do homem visto pelos seus contemporâneos como um tipo de ‘”lautista de Hamelin”, que tocou uma campainha e bateu à porta. E milhares de jovens seguiram-no para o campo.


Podem ler na íntegra o original
http://books.guardian.co.uk/reviews/history/0,6121,1168057,00.html

 

 

By Impisa

publicado por Equipa de Animação às 19:52
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